quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Skinner explica


Skinner Explica

Não me puna
Me reforce
Sua história não é a minha
Apesar de sermos vizinhos

Ontem te liguei 34 vezes
Você não me atendeu
Sem sinal de vida
O que será que aconteceu?

Esse silêncio me apavora
Foi mesmo assim tão grave?
Achar seu amigo bonito
Por favor, não me puna

Lembro-me de quando nos conhecemos
Na cantina da faculdade
Reclamei baixinho ...
DOIS REAIS O PÃO DE QUEIJO! QUE ABSURDO!
Você disse: concordo!
Pensei alto: seus dentes são os mais lindos que já vi!
E você sorriu

Atenda o telefone
Já fui a todos os lugares
Isso é raiva ou aversão?

   
Perdão se o ofendi de alguma forma
Não foi minha intenção
Sem querer, talvez
Abri uma antiga ferida
Mas saiba, meu amor
Eu, não sou como ela

Me encontre
Converse comigo durante a madrugada
Deixa eu conhecer
Aquilo que me é encoberto
Vejo você nos meus sonhos
Vejo você no corredor
Sua ausência me controla

Minha vida está à beira do abismo
Converso com as paredes
Declamo monólogos para a garrafa de cerveja
Mas ninguém responde
Nada mais é recíproco

Amo você profundamente
Sem esperar por nada
Mas, por favor!
Não me puna
Me reforce

 Londrina
18/ 09/ 2014
(Da série semana de provas)















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