sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Fim


O Fim

Então no dia em que quase tudo desaparecia
Veio a maresia
E corroeu a última lembrança

Os olhos foram fechados
Seu chapéu guardado
Seu dinheiro roubado

Aquela maca da rodinha quebrada
Avisava aos outros
Estou indo embora!

E veio o banho quente no corpo frio
A roupa limpa do bazar do lado
A prece de um desconhecido

A terra foi cobrindo o caixão
O coveiro que tudo sabe, pensava:
Eis aqui mais um soldado!
Dos mais raros de se ver
Pois, entre todos os outros
Que ficam sentados naquela casa,
Este, não teve medo de morrer

21/ 12/ 2013

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